
Um casal alemão teve gémeos de cor de pele diferente, num caso inédito que acontece num milhão de nascimentos de filhos de pais mistos. À TSF, o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Genética explicou a mecânica destes casos raros.
Um casal, composto por um alemão da localidade de Potsdam, perto de Berlim, e uma mulher originária de Gana, teve gémeos de cor de pele diferente, um branco e outro negro.
O caso inédito, relatado nas primeiras páginas dos jornais alemães, fez grande sensação na clínica onde os bebés nasceram, em Berlim, e entre toda a classe médica, já que um caso destes acontece num milhão de nascimentos de filhos de pais mistos, ou seja, um homem branco com uma mulher negra ou vice-versa.
Para além da cor da pele e dos olhos, um é negro e tem olhos escuros e o outro é branco e tem olhos azuis, um deles tem um temperamento mais dinâmico, enquanto o outro é mais paciente, revelou a mãe.
Alguns especialistas justificam o caso com a possibilidade da mãe ter antepassados brancos ou o pai antepassados negros, mas outros defendem que casos como este só são possíveis devido à combinação entre genes dos pais.
Ouvido pela TSF, o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Genética explicou que as cores «da pele, do cabelo e dos olhos são geneticamente determinadas, mas não de uma forma simples», pelo que é normal que, por exemplo, dois pais de olhos azuis tenham filhos com olhos castanhos.
Além disso, continuou Carolino Monteiro, o facto de serem gémeos diferentes, ou seja resultantes de «dois espermatozóides e duas células femininas», funciona da mesma forma «como dois irmãos completamente distintos».
«Para se ter a tonalidade da pele, do cabelo ou dos olhos é necessário juntarmos muitas variantes», rematou o especialista.